Breve História do Café

Existem diversos capítulos da história do café para serem contados, afinal, ele deixou registros importantes por todo o Mundo. Não é à toa que o café se constituiu como um hábito social e cultural. No entanto, até a sua chegada ao Brasil, muito aconteceu. Lendas, intrigas políticas, conflitos sociais entre outros fatos polêmicos marcaram a trajetória deste grão no mundo. Cada país deixou um legado para a bebida. São muitos anos de história, valendo a pena conhecer. A história da propagação do cultivo e uso do café pelo mundo é uma das mais interessantes e românticas que existe. Começa no Chipre da África – na Província de Kaffa, Etiópia – onde o cafeeiro provavelmente teve origem.

Várias narrativas imaginárias, mas improváveis, dão-nos conta da descoberta das propriedades dos grãos torrados. Conta-se que um pastor etíope ficou muito surpreendido com a vivacidade de suas cabras depois que elas comeram os grãos vermelhos do cafeeiro. Consta que este pastor de nome Kaldi, comentou com o monge Sufi, Baba Budan, isto em meados do século XVI, levando este a fazer infusões desta planta, e o mesmo pode verificar e constar que tomando o chá da mesma lhe permitia permanecer mais tempo em oração sem ter sono nem cansaço. Há quem diga, ter sido este Monge Sufi, o responsável da entrada do café no Mundo Europeu!

Sabemos com mais certeza é que a camada carnosa que recobre os grãos era comida pelos escravos que eram transportados da área do atual Sudão para o Iêmen e a Arábia, tornando-os mais fortes e despertos, passando pelo grande porto da época, Moca, nome hoje sinônimo com uma variedade de café. E não há dúvidas de que o café já era cultivado no Iêmen no século XV e provavelmente muito antes. Saindo desde aqui também, uma rota marítima para Meca sendo este o lugar mais movimentado do mundo na época. A disputa para surrupiar alguns grãos ou pés de café vivos foi ganha pelos holandeses, em 1616, que finalmente conseguiram fazê-los chegar à Holanda e cultivá-los em viveiros.

Só nos anos 20 do século XVIII, foi que o café começou a ser cultivado nas Américas, numa sequência de eventos que talvez formem a parte mais fascinante e romântica de sua história. Mas foram os holandeses que começaram a difundir o café pela América Central e do Sul, onde hoje seu cultivo comercial tem supremacia absoluta. O café chegou pela primeira vez à colônia holandesa do Suriname em 1718. Posteriormente, cafezais foram formados na Guiana Francesa e – os primeiros de muitos – no Brasil (no Pará). Em 1730 os britânicos introduziram o café na Jamaica, onde hoje se cultiva o café mais famoso e caro do mundo nas Blue Mountains.

Em 1825, as Américas do Sul e Central estavam a caminho de realizar seu destino cafeeiro. Esse ano também é importante, pois foi quando o café foi plantado pela primeira vez no Havaí, que produz o único café dos EUA – e um dos mais finos. Para os norte-americanos, que são o maior grupo mundial de consumidores, Seattle é o novo lar espiritual do café. Entre as cidades mais importantes dos EUA, Seattle é a mais úmida, e nela, nos anos 70, nasceu a cultura do café ou do “Latte”, que se espalhou rapidamente pelo país e resultou numa melhora dramática da qualidade do café consumido pelos norte-americanos. Hoje, em qualquer lugar público dos EUA há um ou mais carrinhos de café, que servem uma variedade de cafés, bebidas e lanches. Esta recém-descoberta “cultura do café” começou a se espalhar ao resto do mundo. Nos países que têm suas próprias grandes tradições em matéria de café, como a Itália, Portugal a Alemanha e os países da Escandinávia, o número de conversos ao prazer do café de qualidade aumentou. Hoje é possível encontrar café de boa qualidade em todas as grandes cidades do mundo, de Londres a Sidney e a Tóquio.

Amanhã o mundo tomará mais café e, o que é mais importante, melhor café. Não é possível exagerar a importância do café na economia mundial. No comércio internacional, ele é um dos produtos básicos mais valiosos, em muitos anos só superado em valor pelo petróleo como fonte de divisas para os países em desenvolvimento. Seu cultivo, processamento, comércio, transporte e marketing criam emprego para milhões de pessoas no mundo todo. Sua importância é crucial para as economias e políticas de muitos países em desenvolvimento. Em muitos Países Menos Desenvolvidos, as exportações de café respondem por uma proporção significativa das receitas em divisas, em alguns casos por mais de 80%. O café é negociado nas principais bolsas de valores e mercadorias do mundo – nas bolsas de Londres e Nova Iorque em primeiro lugar. SENDO IMPORTANTE REFERIR QUE É O BRASIL O MAIOR PRODUTOR DE CAFÉ DO MUNDO!